Esta obra reúne diversos investigadores de língua portuguesa dedicados ao estudo do Egito e da Núbia antigos. Para acomodar suas pesquisas que lidam com temas variados e partem de pressupostos teórico-metodológicos diversos, a obra Egiptologias Luso-Brasileiras é dividida em dois volumes.
O primeiro volume inclui capítulos diversos sobre diferentes perspectivas teóricas e metodológicas em português. Como este livro servirá como um manual para o estudo do Egito antigo em países de língua portuguesa, esses capítulos consistem em visões gerais do estado-da-arte de tópicos metodológicos e teóricos específicos. O fato de serem escritos por estudiosos/as de origem lusófona significa que muitas vezes oferecem perspectivas que se somam às práticas comuns à Egiptologia conduzidas em outros países. Os capítulos nesta parte do livro cobrem tópicos tão diversos como arqueologia, materialidade, arquitetura, arte egípcia, filologia e traduções, assim como teorias como a pós-colonial e decolonial, a história “vista de baixo” e “de cima”, e gênero. Procuramos ser o mais abrangentes possível, ao mesmo tempo privilegiando os tópicos de especialização de estudiosos/as em contextos lusófonos.
O segundo volume da obra inclui duas partes: a primeira discute contribuições e reflexões egiptológicas no Brasil e a segunda em Portugal. Cada parte contextualiza a produção Egiptológica lusófona em ambos os países, com discussões sobre formações egiptológicas e a recepção do Egito no Brasil e em Portugal. Este volume também inclui capítulos sobre escavações brasileiras e portuguesas no Egito, uma área de profunda inovação. Além de discussões sobre formações egiptológicas e projetos em andamento, este segundo volume aborda a história do desenvolvimento das coleções egípcias no Brasil e em Portugal. Toma a iniciativa de reunir breves descrições das coleções públicas e/ou acessíveis de objetos egípcios no Brasil e em Portugal, muitas delas extensas e com objetos importantes que nem sempre são publicados. Esta parte do livro poderá assim ser utilizada como um catálogo preliminar para investigação, não somente em contextos lusófonos, mas também fora deles. Esta seção do livro também inclui reflexões sobre museus e educação, bem como sobre diferentes tecnologias e como elas podem ser usadas para aumentar nosso conhecimento do passado. Nossos autores enfatizam a necessidade de acadêmicos se comunicarem com o público geral sobre suas pesquisas, algo especialmente relevante com a diminuição do interesse institucional e financiamento para as humanidades em um nível global.
Direitos de Autor (c) 2026 CHAM Edições; Luiza Osorio G. Silva, Guilherme Borges Pires, Inês Torres, Rennan LemosLicença
Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Detalhes sobre o formato disponível para publicação: PDF
ISBN-13 (15)
978-989-9250-05-5
Capítulos
Das Duas Terras à Terra Brasilis: o ensino do Egito antigo dentro e fora das salas de aula Formações egiptológicas no Brasil: os caminhos, os contextos e as perspectivas futuras Sobre a poética dos encontros: afetos, difrações e relacionalidades na Tumba Tebana 123, Luxor, Egito Entre o alvorecer e o crepúsculo do Império do Brasil (1822–1889): a formação das coleções egípcias do Museu Nacional (UFRJ) e do Museu Mariano Procópio (Minas Gerais) As principais coleções egípcias no Brasil O resgate da coleção egípcia do Museu Nacional Formações egiptológicas em Portugal: percursos, oferta e tendências O palácio de Apriés, Mênfis/Kôm Tumân: reflexões sobre a primeira missão portuguesa no Egipto (2000–2010) Acervos egiptológicos em Portugal O Lote VIII de Bab el-Gassus na Sociedade de Geografia de Lisboa: potencialidades e desafios para a investigação Tutankhamon em Portugal. Relatos na imprensa portuguesa (1922–1939): o impacto da descoberta do túmulo de Tutankhamon em Portugal



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